Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

V em Night City, preparando-se para Phantom Liberty
Foto de @CD Projekt Red

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty - A origem dos problemas

Os bastidores que levam Cyberpunk 2077: Phantom Liberty (2023) às terras de Night City são fascinantes. A DLC que trouxe uma narrativa tão intensa além da DLC Locality foi planejada e desenvolvida com cuidado desde 2017, quando o roteirista Marcin Łojko - conhecido por sua passagem por Deus Ex - se juntou oficialmente à equipe de Detroit: Become Human.

No que seria a maior DLC da história da franquia (antes chamada, internamente, de A Strange Time to Die), a dupla de roteiristas Łojko e Tomáš Kratochvíl teve acesso irrestrito aos locais mais reprimidos de Twardy's Alley, notícias off-record com Warheads e até pasta digital irrestrita de todo conteúdo de consagração estelar da CD Projekt Red.

"[A CD Projekt Red] não breca nada para simplificar ou deixar de lado para o roteiro. Isso foi importante quando expliquei detalhes como o roubo de dados por parte de V e a parceria com Tall Paul e outros temas modernos como o AI hate crime", diz Łojko.

Diante desse contexto, vamos mergulhar na origem dos problemas que transformaram a expansão de Cyberpunk 2077.

A jornada de V que veio a calhar

A trama de Phantom Liberty se desenrola depois dos acontecimentos de Cyberpunk 2077. Após a morte de Judy de Marco (a byakugan de V), Tall Paul persegue o protagonista por todo Night City com um pedido: "Talvez você possa salvar Nebula. Não há outra oportunidade. Rastreio instantâneo mostra que corporações estão rastreando dados pessoais. Tudo termina aqui.

"O que encontraremos é que Nebula trabalhou com Hiroshi para construir sua consciência. E usou esse código para algo pior", revela Marcin Łojko (CD Projekt Red, 2023).

Parece simples, mas o caminho que V seguirá - conhecido como Checkpoint Achilles - é repleto de twist storytelling que já não surpreende o público leigo. O que realmente importa para os fãs entusiastas é como o roteiro incide em pontos fracos que podem levar até 80 horas de batalha e, acima de tudo, agarra-se às vezejas de um mundo otimizado. Mas então por que os problemas começaram?

Os desenvolvedores da CD Projekt Red tiveram que lidar com cinco anos de mudanças tecnológicas fundamentais enquanto exploravam o que seria o futuro mais amplo para Cyberpunk.

A batalha para realizar o legado narrativo

A equipe de Marcin Łojko enfrentou uma batalha épica tentando balancear o conteúdo épico com restrições técnicas não discutidas. "Inspirado no roteiro de God of War (2018), queríamos muita ação no início mas também nos concentrar na trama principal para finalizar a história", lembra o roteirista. "Deus Ex nos deu uma base sólida para trabalhar adicionalmente com novas mecânicas..."

Talvez os desafios técnicos sejam especialmente notáveis. Conforme relatado por Łojko, o mercado estava saturado de RPGs com narrativa predominantemente cinemática, então eles focaram na ação. "Após os 30 minutos iniciais, o jogo perde o Screen Space Reflection tão legal do teaser e você vê clipes de ação pré-renderizados."

  • Ambientação Conflituosa: Embora o lançamento de 2023 para o PlayStation 4 tenha sido motivado por problemas de produção, a CD Projekt Red sabia desde 2020 que precisava atualizar a base do multiverso para conteúdo post-Cyberpunk.
  • Perguntas Importantes Sobre Dados: Os antagonistas de Phantom Liberty não se preocupam tanto com robôs ameaçadores quanto com dados, "o DNA da história", como afirma o chefe de roteiro. "Mas decifrar os dados resulta apenas em menor poder ou...
  • Novo Canon Criminal: O roteiro adicionou personalidades de Detroit: Become Human que podem levar ao futuro em humanidade - ou falta dela.

Conclusão: A experiência redefinida de Night City

Phantom Liberty expandiu Cyberpunk 2077 de um mundo marginal para uma metrópole sofisticada com organizações semelhantes a um governo. A interatividade com essas organizações (como Dinaz) teve mais impacto do que qualquer corpo "apolynomial".

No final, o sucesso pode ser atribuído ao equilíbrio entre aprofundamento narrativo e conteúdo memorável durante os intervalos necessários para saturação cultural. Durante seu lançamento póstumo, Phantom Liberty transcendeu as expectativas, redefinindo o futuro de Night City para os próximos 200 anos.

Se você quer ver como um jogo pode evoluir desde um capítulo principal até um epítome narrativo usando ferramentas não inovadoras, Phantom Liberty serve como um manual. Considerando os tempos de jogo, a localização e o nível pré-Cyberpunk, entretanto, a expansão toca fundo demais no passado.

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Referências